Reflexões e muxoxos (talvez) jornalísticos sobre política

Que 2012 venha com muita alegria e menos sacanagem!!!! Obrigada a todos! Beijão

Juliane Freitas, ou Ju, pros íntimos ou não! ;)

É pessoas, Natal taí, assim como 2012 (o ano do fim, muahahaha, bullshit)…
E com certeza vocês já repararam como choooovem retrospectivas sobre tudo nesta época do ano.

Então eu vou fazer um favor a vocês e pular essa parte. Prefiro pensar em como vai ser daqui por diante, porque as retrospectivas de política sempre me deixam com o psicológico abalado.

Vamos pensar no futuro. Será que o bicho vai pegar, as pessoas pararão de reclamar, vestirão a camisa e sairão às ruas, farão aquele fuzuê lindo para mudar as coisas?

E o que vai acontecer nas eleições municipais aqui em São Paulo, onde a coisa fede?

E o que vocês queriam com toda força que acontecece no ano que vem? Digam aí! E feliz ano novo! (eu volto em 2011) Beijo

 

(e obrigada aos meu leitores pelas 1.066 visitas até a hora desse post!)

Tiririca é pop

Nesta semana escrevi uma nota estranha sobre política lá no meu trabalho. Pra quem não sabe, sou repórter de cultura do estadão.com.br. Não é muito normal termos política na nossa pauta, mas uma coisa que li chamou a atenção do pessoal da redação.

O Deputado Federal Francisco Everado Oliveira Silva,  mais conhecido como Tiririca (até no site da Câmara ele é chamado assim, pelo nome de guerra) pode virar garoto-propaganda de uma campanha para incentivar a visita a museus.

Ele foi convidado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a ideia sugerida para o slogan foi algo assim: “Você sabe o que é um museu? Eu também não, mas vamos descobrir”. Identificou alguma semelhança? Claro que não é coincidência.

'Você sabe o que é um museu? Eu também não' seria o slogan da campanha

Pro G1,  o Tiririca disse que adorou a ideia e que acha que pode funcionar, argumentando que lá na terra dele, no Ceará, muita gente acha que museu é só coisa de velho.

Eu concordo com ele. O pessoal tem essa ideia de que é um absurdo misturar humor com política, mas ele já não foi eleito, gente? Tá lá na câmara por causa de mais de 1 milhão de pessoas que sei-lá-eu-o-porquê votaram nele, tornando-o o candidato mais votado em 2010.  Não é bobagem acreditar que ele pode realmente despertar o interesse das pessoas pelos museus, isso se a campanha não tiver só ele falando bobagem, o que acho improvável.

Mas muita gente não gostou da ideia. Jogamos no Twitter e no Facebook a matéria do Estadão pro povo comentar e muitos acharam uma vergonha e ainda brigaram conosco por darmos espaço “a um cara como o Tiririca”.

Vamos combinar.  O cara é comediante. Entrou nessa de gaiato. Nesta semana mesmo, quando presidia pela primeira vez reunião da comissão de que faz parte, a de Cultura e Educação, para apresentar um requerimento relacionado à políticas para implantação de circos, ele confessou que entrou para a política para conseguir publicidade e que não acreditava que ele seria eleito. Mas o Brasil votou! Vamos encarar a realidade antes de apontar quem é o palhaço.

E vocês, o que acham? Pode dar certo a campanha do Tiririca?


Mais:

* Tiririca faz stand up na Câmara

Como a imprensa trata as mulheres

Você conhece essa moça? Olhando assim, que palpite você daria para justificar uma foto deste tamanho dela em qualquer veículo da imprensa? (pode responder com sinceridade)

Perguntinha maliciosa essa a minha, né? Pois é, mas não assim tão absurda e fora da realidade no contexto do post de hoje. Qualquer machismo implícito (explícito?) aí é proposital.

A garota acima é Camila Vallejo, uma geógrafa de 23 anos que está entrando para a história do Chile por ser uma das líderes do movimento que está tomando as ruas do país por melhores condições de ensino (para quem não sabe, ela e outros milhares de chilenos estão brigando pela desprivatização da educação e por universidades gratuitas para todos no Chile, que, acreditem meus caros, não oferece isso nem nas instituições públicas).

Depois de seis meses de militância, Camila já está famosa, já tem até perfil na Wikipedia. Já deu entrevistas para importantes jornais do mundo todo e foi recebida por Dilma Roussef em Brasília.  Camila é um retrato do girl power desta geração.  Ela é a musa dos protestos no Chile.

Ela é a musa dos protestos no Chile! Assim a imprensa se refere com frequência a Camila, por uma banalidade: ela é bonita. E daí a importância do que ela faz né??! Ela é uma baita gata liderando multidões. Chega a ser sexy.

Do outro lado, assim como as mulheres bonitas (e, ó!, inteligentes, e, ó!, ativistas) são estigmatizadas, chamam a atenção  outras mulheres, fora dos padrões de beleza (que-sei-lá-quem-inventou) e  superpoderosas, sofrem com abordagem pejorativa sobre sua feminilidade e com o fato de serem mulheres.

Exemplo fresquinho, a última do Bolsonaro (tudo bem, credibilidade zero) sobre a presidente Dilma (não, não acho que a prevalência do masculino seja machista). Transcrevo:

“O kit gay não foi sepultado ainda. Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau!“. Depois ele explicou, à Folha, que não estava chamando a presidente de homossexual e sim dizendo que ela ama a causa gay.

Bom, o Bolsonaro não á parâmetro para nenhuma discussão, convenhamos. E isso também não tem nada a ver com a mídia e sim com um preconceituoso de primeira linha, mas vai dizer que você nunca viu em lugar nenhum abordagem que se referisse à Dilma como “durona” e até “pouco feminina”?

Fora todo aquele papo de “a primeira presidente do Brasil”,  que, great, é realmente incrível, histórico! Mas pera lá! A mulher tem as mesmas capacidades de um homem. Por que então tanta expeculação de como seria uma mulher no poder e porque tanta comparação com os homens, sempre? Por que ela precisa ir em um programa feminino fazer omeletes?  Ou melhor, por que nenhum homem da política, que eu me lembre, foi trocar o pneu de um carro em um programa qualquer?

Esse estigma de que  mulher = dona-de-casa e mãe já era. Mulher é isso, sim. Mas sabe conciliar isso com o trabalho. Tem que lutar para fazê-lo decentemente? Claro. Mas chega de colocar a mulher como frágil, docinho, fofa… Se a mulher é braba, não é porque ela é masculinizada, gente!

Não é preciso tanta sensibilidade assim. É preciso respeito às particularidades das pessoas, sejam homens ou mulheres.

Lupi, você já tá me dando preguiça

Então gente, é o seguinte… vou confessar.

Assumi o desafio de fazer um blog sobre política, mas está sendo barra. Por que sabe quando você gosta de um assunto, convive com ele, tenta entender, mas o negócio não rola? É tipo isso.
São vários desafios pessoais que, sinceramente, acho que vocês não querem saber, leitores. Aí a gente se depara com todas essas crises (sim, porque é difícil falar de política e não falar de crise quando sua “formação” jornalística bate na tecla das hard news) e dá até preguiça de escrever sobre elas.
É doença do Lula ( que é uma celebrity da política agora), impasses intermináveis nos ministérios (faz duas semanas desde a última vez que escrevi por aqui e olha lá, já tem bafafá de novo, agora com o Lupi), coisas importantes acontecendo lá fora, também no âmbito da política, as corridas municipais, tudo isso… Olha, cansa.

Política cansa. Cansa muito. Não porque você tem que ficar pensando no que escrever e fazer grandes análises, se você for um blogueiro, como eu… Basta ter o minimo de senso crítico, um olhar minimamente calejado para o que acontece, pra ter preguiça de pensar ou escrever sobre política, porque meu amigo, tá osso.

Até quando a coragem permitir.

Ele olhou no espelho. Tinha nas mãos o jornal daquela manhã. No mundo lá fora, era um dia comum, até bonito. Era o fim. Desmascarado, ofendido, derrotado: “sou inocente”. Quanto é a tapioca? “Sou inocente”. Não aparecerão provas, é uma mentira. “Ele quer me derrubar”. Como é mesmo? Desonestidade jornalística… nos orgulhamos da nossa história. Caem um. Dois… “Ilustrou a fraqueza estrutural dos sistema governamental do Brasil”, disse o Economist. Caem cinco. Seis.

Veja também:

The Economist: Out of penalties

Ontem estávamos gravando uma programa para a disciplina de telejornalismo lá na faculdade e um dos assuntos do jornal era o esquecimento tão rápido do caso da Zara e da questão do trabalho escravo. Ok, vocês podem pensar “que coisa chata, ficar batendo na mesma tecla”. Pode ser, mas o caso da Zara nem esfriou, ainda está tramitando na justiça… e o que temos ouvido falar a respeito? As últimas notícias saíram a cerca de três dias, mas com pouco destaque. Mais uma vez, ok, tem tanta coisa acontecendo no mundo!!

Hoje, o Kadafi morreu, tá rolando o Ocupe Wall Street, a polêmica com o ministro do esporte Orlando Silva, Axl Rose caindo do palco no México (essa última é brincadeira)… enfim, por que ficar repetindo um assunto que “está se resolvendo”… Atualmente, o Ministério Público vai apresentar uma proposta para que se fixe uma indenização aos prejudicados com valor de até R$20 milhões, mas nós sabemos que continuarão acontecendo casos semelhantes e que até que essas pessoas recebam essas indenizações pode demorar muito…

Então, deixo aqui, em meio a este vuco vuco que é a conjuntura política do país e desse mundão, um alerta pra gente se ligar. Em seguida, resgato uma entrevista que fiz com o jornalista Mauricio Hashizume, da Repórter Brasil, que fez a denúncia do caso Zara, gravada há cerca de dois meses, quando o assunto estava fervendo. A entrevista está em áudio na íntegra e transcrevo os tópicos mais importantes num pingue-pongue.


 
O que configura o trabalho escravo nos dias de hoje?

O trabalho escravo contemporâneo é diferente daquele que a gente conhece dos livros de história, em que as pessoas eram consideradas propriedade das outras. Hoje é a condição a que são submetidas essas pessoas, a total falta de dignidade. No caso brasileiro especificamente, existe um artigo no código penal , o 149, que determina as condições para se configurar o crime de analogia à escravidão. A liberdade de ir e vir, trabalho degradante, em que ele é tratado como um animal e a jornada exaustiva.

No caso da Zara foram encontrados vários desses fatores. Você pode explicar um pouco como aconteceu a operação para a chegada nesta denúncia?

No caso da Zara, o que chama a atenção logo de cara é o aliciamento, essas pessoas que são trazidas de outros países em condições de vulnerabilidade, que acabam de certa forma contraindo dívidas e virando vítimas desse sistema. E aí tem a jornada exaustiva, eles entram muito cedo e saem muito tarde, até porque eles moram e trabalham no mesmo lugar, não há a divisão entre o trabalho e o espaço de moradia. A questão muito forte do pagamento, ganhavam muito menos do que o piso… e nesse caso específico da Zara ainda houve alguns depoimentos e um dos trabalhadores confirmou que tinha que pedir autorização do dono da oficina para sair do local. Esse conjunto de elementos foi verificado e contatou trabalho análogo à escravidão.

O que será feito agora para investigar ou punir a Zara nesse caso?

Ficou clara a intenção da Assembleia Legislativa de abrir uma CPI para investigar o caso, e não só o caso da Zara especificamente, mas o trabalho escravo em si. Mas existe uma disputa interna política, são cinco CPIS estabelecidas como regimentais na casa e essa ainda está na fila depois de outras 11 já protocoladas. Mas existe um esforço, uma tentativa de entrar nesse assunto e de uma forma tentar contribuir nesse caso. E além da Legislativa de São Paulo,  o relatório foi enviado à Brasília, vai ter um processo administrativo e se ficar claro que que a empresa tem responsabilidade, ocorre o impedimento para financiamentos públicos, a empresa entra na lista suja do trabalho escravo, não pode ter relações com empresa do pacto nacional… e também há a possibilidade de um processo criminal, envolvendo o Ministério Publico Federal, que pode cobrar as responsabilidades com relação a esse caso.

Por o caso da Zara teve mais destaque que outros como o da Marisa, por exemplo?

A imagem da Zara tá ligada ao um certo nível de público consumidor, que tem projeção internacional, tem a questão específica do público que essas marcas a tingem… a Marisa e a Pernambucanas atingem a classe C que não tem tanto acesso a essas preocupações de impactos ambientais e trabalhistas, enquanto na Zara o nível de renda é maior e essas questões tem mais apelo, as pessoas tem um pouco mais de apreço em relação a isso… tanto que um dos maiores motores dessa repercussão foram as redes socias, que é o mesmo perfil dos consumidores da Zara.

Existe alguma maneira de o consumidor fiscalizar se ele não está comprando um produto que vem de empresa que usa mão de obra irregular?

Esse é um assunto que ainda precisa avançar bastante. Nós tentamos fazer esse trabalho de rastreamento de cadeia produtiva e consumo, mas é muito difícil, porque perto do universo das coisas que existem, a gente não tem condição de acompanhar um número maior de setores e produtos. Não existe um método mais sistemático que diga tais e tais e tais usam esse tipo de produção.

A gente tem uma boa referência que é a lista suja do trabalho escravo, mas só tem os produtores primários… Mas o importante é que as pessoas começam a pensar inicialmente, porque a tendência é as pessoas nem pensarem nesse assunto. O caso da Zara foi bom bom por isso, para as pessoas começarem a pensar “será que eu também não tô ajudando a manter esse sistema?”. Até hoje tem gente que acha que não tem trabalho escravo. Esse caso foi importante pra despertar a curiosidade das pessoas sobre o risco de participar de uma cadeia de trabalho escravo. É um exercício cidadão de todos, é uma ação que precisa da participação da sociedade e não só na questão do consumo… necessidade de pressão ao judiciário e aos executivos para que adotem mais ações punitivas sobre o trabaho escravo. Você também pode atuar de uma forma mais ativa e não ficar esperandoo que alguém te mostre uma lista.

Estado laico?

Tivemos nessa semana um feriado religioso. Esse feriado motivou na minha faculdade (especificamente no meu curso) uma semana inteirinha de folga… mas apesar de a universidade em que estudo ser católica e o feriado ser de uma santa cultuada na religão, a semana do saco cheio não teve nada a ver com isso, mas por fim, esse feriado influenciou o tema do post do blog dos alunos no Leonardo Sakamoto, que pediu: “nesta semana, escrevam sobre religiosidade”.

O tema é abrangente, afinal, acredito que faz parte da natureza humana buscar na religiosidade/ espiritualidade respostas para sua existência e alívio nos momentos difíceis…

Já repararam que na Câmara dos Deputados há um crucifixo?

Comentei no último texto que a discussão sobre o aborto no cenário da política é influenciado pela religião e pela religiosidade do povo. O aborto não é o único tema, tabu ou não, que tem suas resoluções e reflexões motivadas, baseadas ou minimamente influenciadas pela religiosidade, por um motivo bem óbvio, na verdade, muitas vezes tão óbvios que nem reparamos nisso… Esse é o povo brasileiro, nós somos assim.

De acordo com o Censo 2010 do IBGE , o Brasil tem cerca de 130 milhões de católicos, 40 milhões de evangélicos, 3 milhões de espíritas e 12 milhões de pessoas sem religião. Sem falar naqueles que seguem outras crenças, como o judaismo, o islamismo, rastafari, umbanda, hinduísmo (na wikipedia tem uma lista com umas cem)…

Aí nos questionamos se um estado pode mesmo se considerar laico. Pelo que eu observo aqui no Brasil, há um respeito grande à diversidade religiosa, mas nsinto certo preconceito contra quem não tem religião ou declara abertamente não acreditar em Deus.

A religiosidade é um valor que é levado em consideração na hora de escolher a representação política. E quantas vezes o nome de Deus não vai parar lá no meio da briga eleitoral? E vocês se lembram do xabu que deram as declarações de FHC , que fizeram todo mundo acreditar que ele era ateu?! (quando, no programa do Boris Casoy, em 1985, Fernando Henrique se recusou a responder se ele acreditava ou não em Deus). Fora os trocentos vídeos que achei enquanto fazia o último texto, sobre a Dilma Roussef e o aborto, falando que a mulher é o demônio e não acredita em Deus (porque defendeu a legalização do aborto – por questão de saúde pública)…

É assim, na minha humilde opinião: os não religiosos/ ateus/ agnósticos e inclusive seguidores de religiões menos ortodóxas ou desconhecidas são discriminados e ninguém fala sobre isso, talvez porque não seja realmente muito importante pra quem é atingido por esse tipo de preconceito.  Mas para os políticos parece que pesa, afinal, há sempre que se mostrar uma boa imagem, a melhor imagem e essa, como num reality show da vida, não é aquela que expressa quem a pessoa realmente é, mas sim quem ela precisa ser pra vencer e chegar ao poder.

Porque os políticos não se posicionam sobre o aborto? Uma questão de valores ou estratégia de campanha?

Entre os maiores tabus brasileiros está a discussão sobre o aborto.

No cenário da política, tema central desse blog, ela sempre paira entre os temas que podem causar desconforto, às vezes debates ideológicos, mas, na maioria das vezes, silêncio nos debates e entrevistas em época de eleição.

Nos dias de hoje, já passada a época em que homens e mulheres eram vistos como muito diferentes e que, inclusive, temos UMA presidente no comando – que por sinal usou e muito a tal da feminilidade em sua campanha – e, mesmo para ela, o aborto ainda é assunto meio velado.

Por quê? Em sua campanha, no ano passado, uma das candidatas, a Marina Silva, admitiu que é contra o aborto, por questões pessoais, ideológicas, possivelmente por tendência de sua religiosidade, mas que acreditava ser um plebiscito necessário para decidir a questão.

Aí entra aquela discussão, que imagino que seja o que passa pela cabeça dos políticos na hora de (não) tomarem posição sobre o assunto: defender o aborto contrariaria qualquer estratégia de vencer uma eleição, afinal, o povo brasileiro é muito tradicional, conservador e religioso, enxerga o aborto como crime contra a vida e um pecado contra as leis divinas.

Portanto, não se entra na questão de que a mulher deve ter absoluto direito de fazer escolhas sobre sua própria vida e seu próprio corpo, ou que muitas garotas arriscam-se em procedimentos clandestinos.

Ok… eu acho que toda mulher deve ter direito sobre seu corpo, mas tenho certa dúvida se não é uma atitude prepotente de algumas das mulheres que defendem o aborto, achar que a falta de cuidado na hora de prevenir (nem preciso citar os inúmeros metódos contraceptivos, né?!), a falta de responsabilidade, o prazer momentâneo de um sexo inseguro, poder ser resolvido posteriormente com um aborto, porque a pessoa não está preparada, não pode, ou não quer ser mãe…

Assim, acredito que a população, tanto das classes menos privilegiadas como as mais abastadas, não está preparada para uma resolução vinda lá de cima nesse sentido, justamente por esse embate de opiniões. Algumas, bem extremistas, como a da senadora Heloísa Helena.


(Pega leve, Heloísa! ¬¬’)

Há muito envolvido aí, o direito à vida, à liberdade, à segurança (estamos falando da mulher ou do bebê). Numa escala superior de complexidade: onde começa a vida? É melhor colocar uma criança ao mundo pra viver precariamente, ou simplesmente destruir sua chance de viver? Complicado, né?!

Por isso, nesse post, vou ficar aqui, meio em cima do muro, e esperar que me digam o que pensam sobre o tema, belê?! Me contem aí:

Dilma responsibilizou governantes pela crise

Na semana passada acompanhamos um momento histórico (e blá blá bla). Nossa presidente foi a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU – fato em si surpreendente, afinal, Angela Merkel é chanceler do país mais desenvolvido da União Europeia, a Alemanha, e nunca recebeu tal honraria. Dilma falou bastante e bem, mostrou autoridade e deu um belo puxão de orelha nos países desenvolvidos, pedindo para que eles olhassem para os emergentes para se salvar da crise ecônomica mundial. Paremos. O quê?

É, isso mesmo. Dilma vendeu seu peixe e o peixe do Brasil, que segundo seu discurso, tem condições, assim como outros países em desenvolvimento, de auxiliar os grandes na superação deste duro cenário.

{Não entremos no mérito das palavras duvidosas defendidas por Dilma Roussef, como a afirmação de que o Brasil vive em momento de absoluto emprego – na minha opinião, emprego é bom, muito bom, mas nada que valha tão grande trunfo e perdão eterno ante a escrachada situação de miséria, deleixo e corrupção que a populção enfrenta ainda hoje, por mais que a economia vá bem – ou nos interesses por trás do discurso.}

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